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07/29/2022
Locarno Celebra Costa-Gavras
Por Amir Labaki

Com abertura na próxima quarta-feira (3), a 75ª edição do Festival de Cinema de Locarno, na Suiça, celebra com seu Leopardo pela carreira o cineasta franco-grego Costa-Gavras, aos 89 anos. A mostra suíça soma-se assim a inúmeros festivais internacionais na homenagem a um realizador que se tornou sinônimo de cinema político, não sem ele pagar por algum tempo alto preço.


A gangorra do prestígio se elevou em seu favor decisivamente apenas neste século, apesar do impacto e do reconhecimento algo precoce a seu terceiro longa-metragem, “Z” (1969), Oscar de filme estrangeiro e dupla premiação em Cannes, e, já nos anos 1980, a “Desaparecido: Um Grande Mistério” (1982), Palma de Ouro no festival francês e prêmio de melhor roteiro pela Academia. Um preconceito corrente em parte da crítica o classificava como um artesão de esquemáticos dramas engajados. A direita o rechaçava como filo-comunista, por filmes abertamente críticos a regimes autoritários, como “Z” e “Estado de Sítio” (1972). A esquerda ortodoxa o condenava pela denúncia do stalinismo tchecoslovaco de “A Confissão” (1970).

Progressista sem carteirinha, humanista radical, Costa-Gavras começou a ver a onda virar com o pioneiro prêmio pela carreira atribuído em 1995 pelo festival internacional de cinema da organização de direitos humanos Human Rights Watch. Iniciado o novo século, seguiram-se os reconhecimentos, da Berlinale (2002) a Veneza (2019), passando por Pusan (2009) e Bombaim (2013), entre vários.

A amplitude planetária dessas homenagens reflete, de um lado, a excelência de suas narrativas cinematográficas e, por outro, o internacionalismo de sua obra. Radicado na França desde o início dos anos 1950, formado em cinema em 1959 pelo então Idhec (Instituto de Altos Estudos Cinematográficos), Costa-Gavras fez filmes sobre a Resistência francesa (Tropa de Choque: Um Homem a Mais e Sessão Especial da Justiça) e a polêmica atuação do Papa Pio XII frente às denúncias do extermínio nazista de judeus (Amém); sobre a opressão aos palestinos pelos radicais de Israel (Hanna K.) e a tortura e o desaparecimento de opositores pelas ditaduras sul-americanas da década de 1970 (Estado de Sítio e Desaparecido).

Na grande tela de Costa-Gavras, denunciou nos EUA os suprematistas brancos (Atraiçoados) e a mídia sensacionalista (O Qiuarto Poder), enquanto o Brasil aparece como um dos centros de tortura supervisionados pelo agente americano Philip Santore, a versão ficcional de Dan Mitrione (1920-1970) interpretada por Yves Montand em “Estado de Sítio”. Na virada do século, quase ganhamos um thriller todo nosso.

“Pensei num filme sobre Dom Hélder Câmara (1909-1999), ‘o bispo vermelho’ brasileiro”, contou Costa-Gavras em suas memórias (Va oú il est impossible d’aller, Seuil, 2017, inéditas por aqui). “Encontrei com ele em Paris, numa reunião internacional organizada pelo presidente (François) Mitterrand. (...) Dom Helder Câmara dizia: ‘Quando dou alimento aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, me chamam de comunista’”.

É simbólico que o cineasta tenha emprestado para título de suas memórias uma frase de um dos principais escritores gregos do século 20, o romancista e poeta Nikos Kazantzákis (1883-1957). “Na Grécia”, explica no livro, “em razão dos engajamentos políticos de meu paí durante a ocupação alemã (na resistência comunista durante a Segunda Guerra - AL), eu fui excluído do sistema universitário”. Com pouco mais que 18 anos, Konstantinos (Costa é o diminutivo) rumou para Paris, onde estudou Letras até ser fisgado pelo cinema na Cinémathèque de Henri Langlois. O Idhec o formou, a assistência de direção (Allegret, Clement) rapidamente o profissionalizou.

Suas memórias se iniciam com sua mudança para a França e seu país natal ressurge apenas pontualmente, em breves lembranças familiares e em raras visitas posteriores. Não surpreende, assim, que apenas dois de seus filmes mergulhem na história da Grécia -ambos inspirados em episódios reais. “Z” denuncia a manipulação oficial, pela ditadura militar grega, do assassinato de um líder oposicionista, enquanto “Jogo do Poder”, sua mais recente produção (2019), dramatiza o insucesso do ministro das finanças, Yanis Varoufakis, nas negociações com a “troika” europeia de um acordo menos ortodoxo para a crise da dívida grega em 2015.

Meio século os separa, mas se mantém a estrutura característica dos thrillers de Costa-Gavras, retratando a intersecção entre vidas comuns e a História com “h” maiúsculo. Sua obra venceu com vigor o pedágio do tempo e tem em filmes de exceção alguns de seus pontos altos, como o policial de estreia, “Crime no Carro Dormitório” (1965), e o drama romântico “Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite” (1979). O lema de Kazantzákis não poderia conhecer mais bela execução.

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