Alberto Cavalcanti deixou uma obra copiosa, como diretor, produtor, montador, desenhista de som, roteirista e cenógrafo. Um verdadeiro polígrafo. Destacou-se em todas essas especialidades e ainda era teórico do cinema e famoso por suas palestras e conferências. Atuou no mundo todo, especialmente na França, Inglaterra, Brasil, Itália, Espanha e Portugal, mas também na Áustria e em Israel. Em cinema, televisão e teatro.
Distribuía seu talento em obras de não ficção e de ficção. Cunhou a expressão “neorrealismo” para designar o gênero que acabou consagrado como “documentário”. Os italianos agradecem a contribuição involuntária.
O reconhecimento que ele esperava não veio, ou foi insuficiente, a seu juízo. Para reparar a omissão, produziu a antologia Um Homem e o Cinema (1976), em que oferece, em primeira pessoa, um painel diversificado de seus inúmeros feitos.
Nesta palestra, a trajetória de Cavalcanti é analisada por Carlos Augusto Calil, presidente do conselho de administração da Sociedade Amigos da Cinemateca e ex-diretor da instituição que prepara, neste ano, uma série de eventos e lançamentos ligados à obra do cineasta.